terça-feira, 21 de julho de 2009

JPMDB e o Congresso da UNE


Foi um sucesso a participação da JPMDB no 51º congresso da UNE, em Brasília. Pela primeira vez levando bancada independente (até então o MR-8, que se desligou do PMDB no início desse ano, era o responsável pelo movimento estudantil do partido), a Juventude do PMDB apresentou a tese Diretas Já, que pede a eleição direta da direção da entidade, já que hoje ela é eleita pelos delegados dos estados em um congresso bianual. Outra conquista nossa foi a eleição, nesta edição, de 98 delegados da JPMDB, uma marca histórica de represntação na entidade. O novo presidente da UNE, que substituirá Lúcia Stumpf, é Augusto Chagas, da USP. Ambos são do PC do B.

A JPMDB/Pará (Foto) levou a terceira maior bancada da JPMDB para o congresso, representando através de seus delegados 24 mil estudantes universitários

Juvêncio por Alex Fiuza

Juvêncio partiu sem ter tido tempo de dizer adeus. Também não avisou, desta vez, de seus passos, como de costume, em seu blog. Diante da notícia imprevista de sua doença incurável, simplesmente congelou as postagens, antecipou desculpas por “problemas técnicos”, recolheu-se, em silêncio, entre os seus mais próximos, e ensaiou um último e indizível ato existencial, sem comments, vivido interiormente na dor consciente e lúcida de seu iminente ocaso.
Também em sua hora final “Juca” rasgou os scripts, surpreendeu a todos, não esperou mais tempo, negou o “normal”, o “lógico” – e manteve tudo inconcluso, polêmico, surpreendente, em plena sintonia com tudo o que fez e defendeu em vida.
Economista de formação, mas profissional da comunicação por opção e paixão – sem diploma específico, como ria e se orgulhava –, foi nesta área de atuação que deixou a sua maior e melhor contribuição à sociedade paraense. Seu blog Quinta Emenda, hoje um ícone da mídia local e regional, já havia alcançado no último mês de junho uma impressionante média de 2.000 consultas diárias e seguia um rumo consagrador que colocaria o seu mentor, muito em breve, em destaque nacional. Referência obrigatória para todos os leitores interessados em notícias de última hora e de conteúdo confiável, com comentários e análises instigantes e honestas, o Quinta inovou na linguagem e no estilo de fazer jornalismo. Pérolas que marcarão a memória da imprensa paraense – como “Nova Délhi” (Belém vista em seu subdesenvolvimento caótico), “Ivecezal” e “Folha Nariguda” (denúncia humorada à parcialidade dos dois maiores veículos da imprensa local), “Nacional”, “Tapiocouto”, “Jatemar”, “Sobrancelhudo” (referência satírica a políticos da terra) –, criaram uma forma de denúncia, com humor e sarcasmo, da mediocridade, improbidade e mandonismo ultrapassado dos donos do poder local e das elites periféricas e improdutivas. Para “Juca”, a injustiça, no Pará, era tanta e desmedida, que, inclusive, vestia toga. E não por acaso sua última postagem no blog Quinta Emenda, autorizada em cama, já doente, em favor de Lúcio Flávio Pinto, foi contra os abusos do Poder Judiciário dessa terra de impunidades, sem lei, sem ética, sem direitos, sem vergonha, que lhe faziam sentir-se um permanente estrangeiro em sua própria pátria.
Seu mal-estar em permanecer num ambiente politicamente inóspito fez com que já estivesse planejando sair de Belém e do Pará, a contra-gosto, num ato de protesto contra o status quo dominante e como um exercício de sobrevivência intelectual e moral. Não via, a curto prazo, luz no fim do túnel, a contar a ausência de perspectivas num meio político contaminado pela metástase da corrupção e do oportunismo demagógico.
Juvêncio defendeu, sim, ao longo de sua biografia uma tese (a única concluída) com distinção e louvor: a da honestidade e da coerência. Qualificou-se nesses itens, como profissional e como homem, a exemplo de poucos (incluídos os doutores de beca), condição e referência que lhe lastrearam admiração e respeito por tudo o que escrevia e informava, até de seus adversários mais ilustres – que no momento do adeus, qual num filme de Felini, lhe mandaram, despudoradamente, flores.
Hoje, depois das últimas tribulações, Juvêncio descansa em paz, ao lado de seus entes queridos. Foi-se fisicamente, sim, mas permanece entre nós, na lembrança, como modelo àqueles que lutam por cidadania plena num país sem república, pelos direitos humanos numa terra de exclusão e por prerrogativas democráticas numa nação de cultura patrimonialista e autoritária.
Obrigado, caro Juca, por teres existido; pela originalidade, oportunidade e justeza de tuas reflexões e escritos. Pela coragem e força de tuas palavras e criações. Ainda que por pouco tempo (menos do que pretendias), conseguistes incomodar os acomodados na impunidade e nos privilégios – os “grandes ladrões”, como os define o poeta Jorge de Lima. Deles, um dia, de tão miúdos e desprezíveis, não restarão que cinzas e esquecimento. Ao contrário, tu permanecerás, para além deles, pela boa e memorável influência de tua obra e exemplo de caráter. Para parafrasear Mario Quintana: eles passarão; tu, passarinho... Voa, então, para sempre, em paz!

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Com o neoliberalismo, é mais fácil

Por Alan Lemos:

Hoje estava conversando com um grande colega sobre mercado acionário, eleições municipais, neoliberalismo e soberania. Falamos de comércio exterior, subsídios agrícolas e diferenças das políticas públicas entre países ricos e não-ricos.Pois bem, em um dos pontos altos da conversa, perguntei: o que seria mais fácil, Vargas tentar fundar uma petrolífera em um Brasil sem tradição de petróleo ou simplesmente terceirizar para uma multinacional, apenas cobrando royalties? A resposta é óbvia, deixar os outros fazerem é bem mais fácil.Mas daí a questão permeia por outro mérito: se algo vem fácil, ele também vai-se fácil. Construir uma empresa de petróleo atrelada a um órgão comprometido com o país (o Estado) gerou maior lucro à nação que delegar essa função a algum órgão com menor comprometimento (uma multinacional, por exemplo). O que eu falo não é da boca para fora, o Brasil é um país com alta remessa de lucros para o exterior.O dinheiro do petróleo, ao invés de ser externado na forma de lucros, ficou para os cofres a União e foi revertido na forma de mais pesquisas petrolíferas. Isso que falo certamente é de dar raiva em qualquer tradicionalista. Cobrar impostos é mais fácil que tentar gerar lucros estatais.Mas na economia não podemos só nos prender ao tradicionalismo, e talvez em qualquer ramo, precisamos gozar de uma visão mais ampla, enchergar a mesma realidade através de uma outra ótica. Talvez isso que falte a muitos economistas.A questão que aqui enfoco sobre o neoliberalismo é que ele é basicamente um sistema de terceirizações, onde o ideal (pelo menos como é exposto) seria delegar tarefas, não fazer a própria comida, mas sim comprar pronta, não pintar a própria casa, mas mandar pintá-la, um país importar boa parte do que precisa, etc.Ou seja, minha opinião sobre esse tradicionalismo é que ele demonstra, ou acaba levando, ao comodismo e passividade. Por exemplo, se quisermos manter mais dólares no Brasil, o que seria mais fácil: exportar mais soja (produto de baixo valor agregado) e importar tecnologia ou tentar desenvolver pesquisas e assim não precisar importar tanta tecnologia e não precisar exportar tanta soja?Bem, como produzir o próprio consumo (nacional) denota uma menor dependência do comércio externo, e acaba sendo uma quebra de passividade, então deve ganhar a insatisfação do liberalismo.

Alan Lemos é estudante de Ciências Econômicas da UNAMA e Secretário de Formação Política da Juventude do PMDB - Pará.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Parabéns Pérola do Caeté


Hoje a linda cidade de Bragança faz 396 anos de história.

PMDB quer ser o maior na ALEPA em 2010

O PMDB vem com uma chapa muito forte para a Assembléia Legislativa do Pará, além dos sete deputados que irá concorrer à reeleição, nomes fortes do partido resolveram disputar uma cadeira como os ex-prefeitos,vereadores,vices e até mesmo Prefeitos eleitos em 2008. Existe uma grande possibilidade de novas filiações como exemplo a do ex-vereador de Belém, Zeca Pirão e do Ex-prefeito de Castanhal, Paulo Titan.

PS: A deputada Federal Bel Mesquita (Ex-prefeita de Parauapebas) deve concorrer a ALEPA também.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Blog da Helena

".. Quando eles se entopem de vinho
Costumam buscar um carinho
De outras falenas
Mas no fim da noite, aos pedaços
Quase sempre voltam pros braços
De suas pequenas, Helenas.."

uso um fragmento da música de Chico Buarque para anunciar o mais novo link do blog http://www.helenachermont.blogspot.com/

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Cine Clube




Uma releitura da peça de Gianfrancesco Guarnieri (1958), adaptada para a conjuntura das lutas sindicais do início da década de 80 em São Paulo. Centrada no tema da greve, o filme aborda o conflito de gerações. De um lado, o pai, velho líder sindical, inflamado pelas lutas do operariado. De outro, o filho individualista que credita à militância do pai a miséria em que sempre viveram. Por conta da notícia de que terá um filho, resolve furar a greve, gerando agudo conflito no interior da família.A temática passa pela questão do abismo social entre proprietários e trabalhadores e a repressão oficial a qualquer movimento reivindicatório.Revela uma nação dividida, contrastada com o discurso oficial de unidade e mobilização conjunta para a construção da nacionalidade típico do regime militar.




Vale a pena conferir..

Novos links

Novos endereços foram adicionados ao lado na barra de favoritos, neles o Blog do Tiago Martins e da Ana Sabbá. Ambos demonstram um olhar jovem sobre os temas da nossa sociedade.

A realidade da Juventude no Pará

O “Governo Popular” faz uma administração totalmente contraria do que pregava em seu plano de Governo, apresentado em período eleitoral. Me recordo que o Programa de Juventude foi elaborado por David Carneiro, um amigo muito valoroso e capacitado, o programa tinha como exemplo o “Minha primeira-terra”, onde o governo através de parcerias faria a divisão de lotes e daria oportunidade a juventude de se inserir no mercado rural, fomentando o empreendedorismo para o jovem agricultor.

Hoje posso falar com propriedade que o “Governo Popular” não faz políticas publicas de juventude. Pouco ouviu falar da coordenadoria do núcleo, e talvez não por culpa de quem coordene mais pelo pouco apoio recebido. Os jovens de 16 a 25 anos representam aproximadamente 35% do eleitorado paraense e mereciam ser tratados com maior respeito por parte do poder público. Como venho batendo, merecíamos ter uma Secretária de Juventude, para formular e executar PPJ’s. Merecemos ter programas que efetivamente venham suprir as necessidades da galera das escolas, da cultura e principalmente das periferias, onde a situação é cada vez mais difícil (abordarei mais tarde este tema). Os únicos programas que vemos são o Pro jovem (que é proveniente do Governo Federal) e o Pro - Campo, que não desmerecendo o programa, não representa uma alternativa para a juventude que realmente precisa que é a faixa mais pobre do estado.

Por isso, juntamos vários jovens de diversos segmentos e estamos construindo um Programa de Juventude, para entregar aos militantes do PMDB e possivelmente para o nosso candidato ao Governo do Pará.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Líder nas pesquisas

Não me pronunciei neste espaço sobre as pesquisas de intenção de voto que tenho visto porem, esta é a terceira que tenho acesso. Em todas indicam o deputado Federal Jader Barbalho com larga vantagem em relação ao segundo colocado.