quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Belém, meu amor

Viver em Belém é suspirar de saudosismo na chuva das cinco, ver o sol se por sentado em um banquinho no Forte do Castelo, ter orgulho do sangue cabano que corre em nossas veias..

Belém da arquitetura, dos resquícios do requinte da Belle Époque, dos traços fortes de Antonio Landi, dos chalés centenários da Vila Sorrido...

Belém da diversidade musical, do Carimbó, do Techno brega, da Guitarrada..

Belém da rivalidade entre Remo e Paysandu..

Belém do Theatro da Paz, do Waldemar Henrique, dos artistas reunidos no Bar do Parque..

Belém da Tapioquinha em noite enluarada na bucólica ilha do Mosqueiro..

Belém da diversidade, do Círio de Nazaré, da festa da Chiquita..

Belém da Pavulagem, do inconfundível “Égua..”..

Belém do Ver-o-Peso, da Praça do Relógio, da linda Cidade Velha que “ainda não foi vendida pra Hollywood”..

Belém morena, loira, parda, indígena, negra.. Belém de todas as raças, do legado caboclo..

Belém da Terra Firme, Guamá, Jurunas, Batista Campos e Umarizal..

Belém de Antonio Lemos, Waldemar Henrique, Benedicto Monteiro, Antonio Tavenard, Mestre Verequete..

Belém de Gaby Amarantos, Paulo Henrique Ganso, Lyoto Machida, Dira Paes, Fafá de Belém..

Belém dos Joãos, Marias, Claudias, Rogérios.. Belém daqueles que, como eu, aprenderam a amar essa cidade, com seus problemas, costumes, manias e saudades.. Belém dos que sonham, tem esperança e acreditam..

Parabéns Belém, 396 anos!